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Dívidas

Como sair das dívidas: um plano em 7 passos

Um passo a passo prático para organizar as dívidas, negociar com cuidado, escolher quais pagar primeiro e não voltar ao mesmo lugar.

6 de novembro de 2026 · 8 min de leitura

Dívida em excesso dá vergonha, e a vergonha faz muita gente adiar o problema. Só que juros não esperam: quanto mais tempo passa, mais a conta cresce. A boa notícia é que existe um caminho, e ele começa com uma coisa simples: olhar para os números de frente.

1. Pare de aumentar a dívida

Antes de qualquer estratégia, feche a torneira. Isso significa não usar o cartão de crédito para o dia a dia, não pegar empréstimo novo para pagar o antigo e não usar o cheque especial. Se for preciso, guarde o cartão ou desative as compras por aproximação no aplicativo do banco por um tempo.

2. Liste tudo o que você deve

Pegue papel, planilha ou o Assessor financeiro e anote, para cada dívida: quem é o credor, o saldo atual, os juros por mês, o valor da parcela e se está em atraso. Para achar dívidas que você nem lembrava, consulte o Registrato, do Banco Central (mostra dívidas e operações no sistema financeiro), e os sites de consulta de CPF, como o Serasa.

3. Descubra quanto sobra por mês

Some o que entra e subtraia os gastos essenciais (moradia, comida, transporte, saúde, contas básicas). O que sobra é o seu dinheiro para atacar as dívidas. Se não sobra nada, o problema é de orçamento, e o artigo sobre como montar um orçamento simples ajuda nessa etapa. Reduzir gastos que não são essenciais e buscar uma renda extra, mesmo temporária, costuma ser mais eficaz do que qualquer truque financeiro.

4. Defina a ordem de pagamento

Primeiro, o que protege a sua vida: aluguel, luz, água, comida e dívidas que podem tirar um bem essencial (como o financiamento da casa ou do carro de trabalho). Depois, escolha entre dois métodos:

Qualquer um dos dois funciona melhor do que não ter método. As dívidas mais caras costumam ser o rotativo do cartão, o cheque especial e o empréstimo pessoal sem garantia. O Assessor financeiro tem um simulador que compara os dois métodos com os seus números.

5. Renegocie com cuidado

Credores costumam oferecer descontos grandes para dívidas antigas, principalmente em feirões e campanhas de renegociação. Na hora de negociar:

Se o problema for com o cartão, vale saber que a lei limita os juros e encargos do rotativo e do parcelamento de fatura a 100% do valor original da dívida, regra em vigor desde 2024. Se for um caso complicado ou abusivo, o Procon e a Defensoria Pública podem orientar de graça.

6. Troque dívida cara por dívida mais barata, se fizer sentido

Em alguns casos, dá para quitar uma dívida de juros altos com uma de juros menores, como a portabilidade de um empréstimo ou um crédito consignado. Só vale se a taxa total for realmente menor e se você não voltar a usar o crédito que acabou de liberar. Compare o custo efetivo total (CET), e não só a parcela.

7. Monte uma pequena reserva e proteja a conquista

Muita gente quita e volta a se endividar porque o primeiro imprevisto (um remédio, um conserto) vai para o cartão. Por isso, mesmo antes de zerar tudo, junte uma reserva inicial de um mês de gastos essenciais e depois aumente aos poucos. Veja como no artigo reserva de emergência.

Nome sujo: em regra, o registro de uma dívida em cadastros de proteção ao crédito não pode durar mais de cinco anos. Isso não significa que a dívida deixa de existir, então não conte só com o tempo. Em dúvida, procure um órgão de defesa do consumidor ou um advogado.

Controle seus gastos e saia das dívidas

Lance o que entra e o que sai, veja o relatório do mês, receba dicas e compare estratégias de quitação. Funciona no celular e pode ser instalado como aplicativo.

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Conteúdo educativo. Não é consultoria, recomendação nem oferta de investimento, seguro ou crédito. As regras, taxas e limites citados podem mudar: confirme sempre nas fontes oficiais.

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